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segunda-feira, 10 de março de 2008

*Crónica: a influência dos media nas opiniões*


Quando se criaram as tecnologias, o suposto era sermos nós os seus donos, mas hoje em dia está mais que provado que são elas que nos controlam. Vieram para nos facilitar a vida e, no final, somos nós os robôs.
Os meios de comunicação social (ou media) são o grande e, a meu ver, maior exemplo de influência na vida humana. No mundo actual, já ninguém tem opinião formada. Parecemos uns papagaios. Basta ouvirmos o Dr. X a dizer tal coisa na "Antena Não-Sei-Quê" e repetimos isso como se fosse palavra sagrada. Nem as peixeiras apregoam o peixe tão bem! Sinceramente, nem sei como ainda ninguém se lembrou de escrever uma Bíblia com tudo o que vem nos jornais, na rádio ou na televisão. Aliás, até devia ser criada uma religião com o nome de "tecnologismo". Eu convertia-me logo, porque dei-me conta de que as tecnologias nos controlam ainda mais que qualquer Deus.
Se repararmos bem, em qualquer parte do mundo, as pessoas têm quase todas as mesmas opiniões (talvez por isso vivamos numa sociedade tão inculta e limitada). Já ninguém discute nada e até nos debates os opositores acabam por chegar às mesmas conclusões. Se compararmos, um indivíduo doutorado acaba por pensar da mesma maneira que um outro sem escolaridade. E porquê? Porque ambos têm televisão em casa.
Vejamos: toda a gente já ouviu falar no caso Maddie, certo? E podem acreditar que, até mesmo quem só ouviu uma ou duas frases acerca desse assunto, já tem opinião formada. Formada, é como quem diz...formada pelos outros! A prova disso é que, de um momento para o outro, o casal McCann passou de vítimas a culpados aos olhos do povo sem qualquer tipo de explicação. Neste momento, toda a gente fala mal dos pais da criança, mas se formos para a rua perguntar "Porque é que o casal McCann é culpado?", ninguém nos sabe responder. Quanto muito, dizem "Porque sim" (a típica resposta do Zé Povinho). Mas não é "porque sim", é porque os media dizem que sim! As pessoas ouviram dizer que McCann são culpados e convenceram-se cegamente disso. Depois, ai de quem diga o contrário! Mas, se for preciso, daqui a uma semana mudam todos de opinião porque um doutor qualquer foi à televisão negar tudo. E lá vai rebolando a bolinha de neve...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A Poesia é...


A Poesia é amor, é alegria, é saudade
A Poesia não é mentira, mas sim verdade
A Poesia abre portas para novos Mundos
A Poesia é tudo, tudo, tudo

A Poesia chora, grita e ri
A Poesia serve para mim, serve para ti
A Poesia é vida, tão simples e modesta
Em cada cubo, a Poesia é uma aresta

A Poesia cala, consente
A Poesia fala e sente
A Poesia opina, critica, ama, odeia
A Poesia é tudo o que nos rodeia

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

*Ser Poeta*

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além-Dor!



É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garra e asas de condor!



É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!



E é amar-te, assim perdidamente...

E seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo, cantando, a toda a gente!



(Florbela Espanca - Charneca em Flor (1931)

domingo, 11 de novembro de 2007

*Morrer por querer ser feliz*


Sabatina James, cujo nome é um pseudónimo, nasceu em 1982 no Paquistão, embora se tenha tornado cidadã austríaca uns anos mais tarde. Escreveu o livro Morrer por querer ser feliz, do qual falo neste documento, para mostrar as dificuldades sentidas e todo o seu sofrimento durante o tempo em que viveu no seu país natal. Dedicou a obra a todos os cristãos do Paquistão, que são perseguidos, presos, torturados e mortos.
Os seus pais são muçulmanos e, como tal, levam muito a sério a religião islâmica que, como é sabido, condena à morte qualquer cristão dos seus países seguidores. Vivem numa pequena cidade austríaca por questões de trabalho e é aí que Sabatina passa toda a sua adolescência. Porém, ao completar dezasseis anos, os pais percebem que a filha se tornara tipicamente ocidental, aspirando entrar no mundo do teatro, ter liberdade, sair à noite, namorar...tudo quanto uma adolescente normal do Ocidente deseja. No entanto, os pais de Sabatina não vêm a mudança desta de uma maneira assim tão simples e descontraída. Como se já não bastassem as inúmeras agressões que a jovem sofre por parte da mãe, mandam-na para um madraçal no Paquistão, onde é violentamente espancada e maltratada.
Entretanto, Sabatina acaba por se submeter às ideias dos pais, passando a assumir a postura de uma mulher muçulmana e interessando-se basicamente apenas pelo Alcorão e pelas lides da casa. Inclusive, chega a deixar-se privar da sua liberdade. Como tal, achando terem atingido os seus objectivos e salvo o que consideram a honra da família, os progenitores vão buscá-la e levam-na de novo para a Europa. Lá, Sabatina reencontra-se com um antigo colega de escola e este dá-lhe a conhecer a religião cristã, à qual a jovem se converte. No entanto, os seus pais não aceitam a mudança e adoptam Salman, o primo com o qual Sabatina tem de se casar contra a sua vontade. Ao ver a sua situação cada vez pior, Sabatina sai de casa e acaba por fugir. Uns tempos depois, depara-se com a terrível decisão vinda do islão: no dia 2 de Junho de 2001, a família sentencia-a à morte. Sabatina, actualmente com 25 anos, vive desde então escondida no Sul da Alemanha, sempre com medo que os seus piores pesadelos se realizem.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

*Leis de Leitura*


Um verdadeiro leitor tem o direito de não o ser. Não lhe pode ser exigido que leia se não é essa a sua vontade. Tem de se ter paixão pela leitura, desejo de entrar no Mundo de sonhos que é um livro.Um verdadeiro leitor pode ler o que lhe apetecer, tudo quanto lhe desperte interesse. O direito de não ler é, talvez, o que lhe poderá dar asas que o levem em busca de um outro livro. O leitor é quem faz as suas próprias leis de leitura.

Teia de Abordagens: o Blog.

Olá a todos!
Este blog foi criado para publicar alguns trabalhos pedidos pelo meu professor de Português, César Galocha.
Espero que se revele interessante e que possa ter alguma utilidade para quem o visitar!

Joana Rosa.